Prefeitura de Maringá revitaliza a Praça Napoleão Moreira da Silva preservando aspectos históricos


A reforma da Praça Napoleão Moreira da Silva faz parte do programa de revitalização da Gestão Ulisses Maia “Praça Para Todos”, que visa devolver os espaços públicos para os maringaenses. Além de ganhar novos equipamentos para a comunidade, a revitalização também preserva aspectos históricos e urbanísticos do arquiteto José Augusto Bellucci, da década de 1960.

As obras começaram no dia 15 de dezembro do ano passado e estão com 6% do cronograma realizado, com acompanhamento da Secretaria de Obras Públicas. A previsão de entrega é em agosto deste ano. A reforma é realizada pela Proec Engenharia, que venceu a licitação, e tem custo total de R$ 3,7 milhões.


A Prefeitura instalou uma placa com informações e imagens de como ficará a praça após a reforma. Quem passa pelo local, pode verificar que, em breve, haverá um espaço revitalizado com novos equipamentos e que preservam a história da cidade.



DETERIORADA - A Praça Napoleão Moreira da Silva, assim como outras praças antes da revitalização, estava em estado precário. Piso quebrado, com risco de acidentes para pedestres, sem iluminação, entre outros problemas que favorecem a ação de criminosos e prostituição.


Hoje é comum ver nas praças que já foram reformadas famílias passeando, crianças brincando, esportistas se exercitando, local iluminado e, assim, inibindo a criminalidade, entre outros aspectos positivos para a comunidade.


PRESERVAÇÃO - A Praça Napoleão Moreira da Silva entra na lista de mais um espaço que deverá ser ocupado pelas famílias maringaenses. “As características principais da praça foram mantidas no projeto”, evidencia o historiador do Patrimônio Histórico da Prefeitura de Maringá, João Laércio Lopes Leal.


Ele explica que, quando há um projeto de reforma, com origem em diferentes secretarias, é comum uma mudança ampla nas características do local. Por isso, é importante a atuação do Patrimônio Histórico e de outros órgãos históricos, culturais e ambientais, para evitar descaracterização e para preservar a memória.


E foi o que aconteceu com a Praça Napoleão Moreira da Silva. Reuniões com participação de secretarias municipais, historiadores, professores, membros de conselhos, comunidade, entre outros, debateram como seria a reforma da praça.


Exemplo disso ocorreu em janeiro de 2020, em reunião no Teatro Calil Haddad, quando a Comissão Especial de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Maringá (CEPPHAC) abordou todos os aspectos da reforma e o que deveria ser mantido do projeto original. Nada foi deixado de lado e nenhum aspecto esquecido ou ignorado. As decisões foram em comum acordo.


Outro aspecto que ajudou na manutenção histórica foi que o projeto da reforma foi baseado em 51 pranchas do projeto original de José Augusto Bellucci. Documentos foram comprados pela Gerência de Patrimônio Histórico de Maringá e estão hoje na Universidade de São Paulo (USP).


PRESERVAÇÃO - O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (Ipplam) informa que, no projeto da reforma da Praça Napoleão Moreira da Silva, estão mantidos os principais aspectos urbanísticos e históricos.

Entre eles, a preservação do busto do comerciante e vereador Napoleão Moreira da Silva, os bancos curvilíneos de cimento, o platô (parte elevada no centro da praça), a vegetação como palmeiras e arbustos, o desenho e traçado original (que não tem registro oficial de ser no formato do mapa do Paraná e tampouco se parece com o mapa do Estado, conforme mostram sobreposições de imagens e projetos presentes no documento de avaliação), outras estruturas de concreto, entre outros.


As muretas com tijolos estavam parcialmente danificadas, alguns tijolos quebrados, outros rachados e trechos tortos. Há dezenas de fotografias registrando os danos e que foram usados na avaliação. Danos estes que contrariam o projeto de modernização. Por isso, as muretas foram removidas e serão reconstruídas.


NOVIDADES - A Praça Napoleão Moreira da Silva ganhará uma fonte aquática, Academia da Terceira Idade (ATI), parquinho, mesas de jogos com área coberta, espaços para feiras e eventos, paraciclos, câmera de vídeo com monitoramento pela Guarda Civil Municipal, iluminação com lâmpadas de led, entre outros equipamentos para uso gratuito da comunidade.


HISTÓRIA - A Praça Napoleão Moreira da Silva foi criada no final da década de 1940. Porém, somente em 1962 foi urbanizada, com projeto do arquiteto José Augusto Bellucci, que assina outros pontos de Maringá, como a Catedral Nossa Senhora da Glória.

A praça já abrigou a segunda rodoviária da cidade, o Bosque das Essências, ponto de carroceiros, terminal do transporte coletivo, manifestações políticas e religiosas, já recebeu a Casa do Papai Noel, entre outros. Nos últimos anos, configurou-se como um tradicional ponto de encontro de idosos, mas apenas na parte do dia.

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