Grupo de estudos busca solução para preservação do lago do Parque do Ingá


(foto Tiago Barella) A Prefeitura de Maringá, por meio de Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPLAM), em parceria com a UEM, iniciou estudos para atualizar o modelo de escoamento das águas pluviais no entorno do Parque do Ingá. O trabalho é convergente com o Plano de Manejo do parque, revisado ano passado e que orienta todas as intervenções no local. O objetivo imediato do grupo avançado de estudos é encontrar solução para o contínuo esvaziamento do lago. O adensamento demográfico no entorno do parque, com a perfuração de poços artesianos para abastecer edifícios, é apontado como um dos problemas que reduziu a vazão de minas, essenciais para manutenção do nível do lago. Mas não há certeza sobre essa tese, que será comprovada ou descartada nos estudos em andamento, já avançado no sentido de discutir soluções que preservem o mais vistoso cartão de visita da cidade. O nível de água no lago estabilizou-se bem abaixo da média histórica, finalizando um longo processo de baixa, inicialmente atribuída à longa estiagem. Mas a regularidade das chuvas, como se comprovou com acompanhamentos técnicos da última década, de que o tempo seco apenas agravou problema recorrente no subsolo, com a contínua redução no volume de vazão das minas que sustentam o nível do lago.


Estamos envolvidos num debate técnico, com profissionais qualificados e experientes para elaborar um diagnóstico refinado e assertivo. A partir da compreensão dos fatores exata dos fatores que causam o problema, vamos fazer as intervenções necessárias para restabelecer o nível do lago”, afirma a diretora-presidente do IPPLAM, Bruna Barroca. “Temos clareza e urgência da solução do problema e vamos resolvê-lo”, acrescenta. Bruna Barroca lembra que o Parque do Ingá é uma Unidade de Conservação e, portanto, as intervenções no local se subordinam a um conjunto de normas restritivas, mas necessárias para preservar a biodiversidade existente na área de 47 hectares ou 470 mil metros quadrados. O parque preserva espécies remanescentes da Mata Atlântica e sua importância ambiental é reforçada por diversos estudos.


(foto Thiago Louzada) O grupo de estudos já realizou dois encontros e avançou na construção de um modelo para o sistema de drenagem e simulação de cenários para compreensão exata do comportamento das águas pluviais de entorno do parque. A partir desse detalhamento será definido um anteprojeto com soluções de médio e longo prazo. A qualificação e técnicos envolvidos no processo, para aplicação das diretrizes, também consta desse processo inicial. “Ainda que a preservação do Parque do Ingá seja objetivo prioritário, a solução para os problemas da reserva deve ser vista num plano bem mais amplo, que envolve toda a bacia hidrográfica urbana”, explica Bruna Barroca. “Não há margem para medidas apenas paliativas. É necessário encontrar uma solução permanente para uma área representativa de Maringá e dos maringaenses em todos os sentidos”, afirma.

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